terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Parte 27 - ÚLTIMA PARTE



Pode ser preciso perder para só então se achar


Mudança.
Transformação.
Revolução Humana.
Mente quem afirma que é fácil. Todo e qualquer caminho, realidade ou lugar desconhecido é no mínimo doloroso, para não dizer assustador, apavorante. Sofrimento inevitável.
Dizem que até um rio antes de desaguar no mar recua, hesita naquele último momento antes de se transformar em algo infinitamente maior. E assim também acontece com todos nós. Apegados ao conforto dos nossos limites, daquilo que teoricamente já sabemos controlar. Caminhos que sempre seguimos. Formas que já nos habituamos a traçar. Muitas vezes insistindo em nos castrar, pensando:
- Quem sou eu para conseguir?
Quando na verdade deveríamos entender que:
- Quem sou eu para não?
A covardia não passa de irresponsabilidade.
Felizmente, nunca é tarde para mudar.
Pouco importa o tempo que leve.
Que demore, que uma eternidade se passe, que uma infinidade de tropeços, quedas e muralhas surjam tentando me atrapalhar. Que eu tenha muito, mas muito medo.
Agora eu tenho em mente que por mais que a estrada pareça um beco sem saída, vai me levar a algum lugar. E que é a jornada, e não a chegada, a melhor parte. O que realmente existe para ser aproveitado.
Depois de escutar aquelas estranhas palavras que eu mal conseguia pronunciar:
- Na mio...
Tito escreveu para mim num pedaço de papel e repetiu comigo até que eu conseguisse dizer sem errar:
- Nam Myoho Rengue Kyo.
E então, num passe de mágica, ou como um milagre, eu comecei a mudar?
Errado.
Não é um truque, um engodo, muito menos um conto de fadas.
Naquele primeiro momento, não aconteceu nada. Aparentemente, claro. A semente já estava plantada. E como um grão de arroz, tinha o momento certo, único e singular para brotar.


***


- Amiga, não olha agora, mas... A Ciça tá aqui e não para de te olhar.
Ciça?
Franzi a testa, num enorme e inútil esforço de lembrar.
Foi quando... A mulher de cabelos castanhos cacheados presos num coque, óculos de grau e blusa fechada até o pescoço caminhou na minha direção com um ar determinado. Mas não foi isso que me assustou. E sim... A lembrança que surgiu para me assombrar:
Ciça. A mulher polvo. Jeckyll and Hyde.
Não deu tempo de fugir. Tarde demais.
Ela parou na minha frente, pegou a lata de cerveja da minha mão, e com um olhar que era... No mínimo impróprio para menores, bebeu todo o conteúdo de uma vez só.


***


Passei a noite inteira tentando dar o truque da galinha morta, mas definitivamente, prestidigitação não era a minha praia, porque... Foi um fracasso. Cada vez que eu pensava em ir embora, Ciça surgia do nada, tentando me agarrar.
Só percebi que estava de manhã porque a boate fechou. Quando saímos, já era dia claro. Suspirei aliviada, por finalmente ter me livrado.
Infelizmente, estava enganada.
Ciça veio atrás de nós – sapatos na mão, cabelos esvoaçantes, a blusa tão aberta que estava quase com os peitos de fora - correndo e gritando pela calçada:
- Ei! Espera! Gostosa filha da puta! Hoje você não me escapa!
Uma senhora que passeava com o cachorrinho poodle se virou para mim com os olhos arregalados, me fazendo desejar desaparecer ou enfiar minha cabeça num buraco.
Tito riu alto do meu lado. Sem nem tentar disfarçar.
Sussurrei para ele, antes que Ciça nos alcançasse:
- Me salva!
Tito então me deu o braço. Fez o mesmo com Ciça, ficando entre nós e nos mantendo confortavelmente separadas.
Paramos num ponto de ônibus. Eu pensando:
- Vou pegar o primeiro que aparecer! Só pra me livrar!
Passou um circular. 572, eu acho. Fiz sinal. O ônibus parou, e antes que eu pudesse dizer tchau...
Foi tudo muito rápido. Ciça me puxou, colando a boca na minha num beijo nada comportado. Um burburinho se formou no ar. Abri os olhos e vi... Os passageiros se espremendo nas janelas para nos olharem. O ônibus estava cheio. Pessoas indo cedo para o trabalho, que rapidamente despertaram divertidas pelo showzinho inusitado. Fechei os olhos com força, e me agarrei em Ciça, levada pelo desespero de pensar que ela poderia me soltar antes que o ônibus saísse dali.
Foi pior, muito pior, porque... Minha patética tentativa de sumir foi confundida com entusiasmo, o que tornou o beijo... Digamos... Muito mais... Bom, os passageiros mais ousados começaram a gritar e assobiar.
Não sei o quanto durou aquilo. Tempo suficiente para que eu soubesse que estava cansada de situações como aquela serem uma constante em minha vida.
Afastei-me dela sem me importar mais com ônibus, platéia, nada além de uma profunda e total revolta comigo mesma:
- Chega!
Foi só o que eu disse.
Virei e me afastei, sem nem me despedir de Tito.


***


Caminhei pelo calçadão de Ipanema. O sol não me incomodava, porque por dentro, eu estava sombria. Como quando se morre, e toda a vida passa diante dos olhos numa retrospectiva não editada. Pelo menos é assim nos filmes.
Cláudia. Verônica. Vivian. Carol. Flavia. Andressa. Kátia. Olívia. Bruna. Noga. 
Letras, sílabas, palavras?
Mais, muito mais...
Mulheres gravadas para sempre em meu peito, em meu corpo, em minha pele, como tatuagens na alma.
Todas e cada uma delas parte de quem eu era e tinha me tornado. E também... De quem eu pretendia me tornar.
Alguém diferente.
Queria, desejava, precisava mudar.
Foi quando ouvi alguém me chamar.
Olhei para o quiosque atrás de mim, onde um barbudo de óculos escuros estava sentado:
- Ernesto!
Caminhei já de braços abertos para abraçá-lo. Não o via desde os tempos de faculdade.
- E aí, menina? Que tem de bom pra me contar?
A ironia, a tristeza e a dor no meu sorriso... Impossível disfarçar.
Ernesto me olhou sem acreditar:
- Ah, vamos lá... Não pode estar assim tão mal...
Dei de ombros, tentando minimizar:
- Pior do que você pode imaginar...
Ele me olhou profundamente nos olhos, e disse sem hesitar:
- Vou te ensinar umas palavrinhas que vão te ajudar.
Então, para minha total e absoluta perplexidade, falou bem devagar:
- Nam myoho rengue kyo.
Mais uma vez, minha expressão o fez compreender sem que eu falasse:
- Já ouviu antes?
Sorri ao responder:
- Já.


***


Depois disso, tanto Ernesto quanto Tito não paravam mais de me ligar para insistir:
- Duas vezes no mesmo dia... Pensa! Você precisa ir numa reunião.
Minha resposta era sempre a mesma:
- Tá, eu vou.
Mas por dentro pensava:
- Vou nada!
Alguns meses se passaram. A mudança em Tito era notável.
Passei a acreditar. Que aquilo era ótimo, funcionava. Para ele. Não para mim, é claro.
Ainda não era a hora certa?
Coincidência. Destino. Sina. Carma.
Cada um chama do que quer, mas...
Na verdade, a pessoa capaz de tocar o meu coração a ponto de me fazer despertar é que ainda não tinha chegado.
Quando veio, foi mágico.
Durante cinco anos e meio essa mulher foi tudo para mim.
Esposa, amiga, companheira, aquela que me fez acreditar, praticar, estudar e transformar a minha vida com amor e budismo.
Algumas vezes riu comigo, em outras segurou minha mão, e em inúmeras secou  minhas lágrimas. Ponto luminoso, primordial na minha vida. Sem ela eu não seria... Não teria... Talvez nem estivesse aqui.
Mas quando pensamos que já passamos por tudo, que já sabemos tudo, a vida vem e maravilhosamente nos mostra que ainda não vimos nada.
Quando achamos que temos todas as respostas, mudam as perguntas.
Aí é que está a beleza de viver... Essa é a graça.
Por alguma razão absolutamente inexplicável, deixou de ser para sempre. Meu terceiro casamento agora também é passado. Mas não é por isso que a parte bela da história tenha se desmanchado. Amor não perde a validade. Apesar de muitas vezes se transformar ao ser lapidado. Foi exatamente o caso. Sem que eu saiba como, porque nem onde o desejo, a paixão, e o tesão converteram-se em amizade. Simplesmente, ficaram para trás. Nas curvas, ou talvez nas retas da estrada.  Quem sabe?
Confesso que depois disso, tive momentos sem conseguir acreditar.
Deu medo. Fez com que eu pensasse:
- Estarei voltando ao passado? Ao tempo de pegação, onde na verdade era eu, e não as pessoas que eram descartáveis? Ou talvez na verdade eu nunca tenha mudado?
O resultado? Noites e noites em claro.
Até que um trecho de música me fazer ver a realidade:


“Com os pés enterrados na lama
Busquei claridade na escuridão
Fiz o meu coração em pedaços
Colei os meus cacos
E me sinto são...”
(“Da Laia do Lama” – Totonho Villeroy)


E se hoje eu pudesse voltar atrás, faria como Peggy Sue: não mudaria nada.
Posso afirmar, como Piaf:


“Non... Rien de rien… (Não, nada de nada)
Non… Je ne regrette rien!” (Não, eu não lamento nada)
(“Non, je ne regrette rien” – Charles Dumont / Michel Vaucaire)


Necessário traçar todo esse meu caminho até aqui. Dar exatamente os mesmos passos, até os mais errados, porque... Exatamente esses são os feixes de luz que mais brilham iluminando o percurso que continuo a traçar.
E agora que parei de buscar, finalmente percebi que nunca, jamais conseguiria encontrar o que eu procurava, porque estava - sempre esteve - no lugar mais óbvio.
Desde o começo, eu avisei que já nasci meio retardada.
Claro. Como explicar o tempo absurdo para descobrir algo...
Tão simples!
Tão fácil!
Dentro de mim.
Onde mais poderia estar minha alma?
Talvez esse não seja o final esperado.
Mas na vida, previsível sempre me pareceu ser... Sinônimo de nada.


FIM


Meninas Lindas e Maravilhosas,
Tudo bem?
Espero que tenham gostado! 
Se puderem deixar suas críticas e comentários, agradeço imensamente! Esse retorno é muito importante pra quem escreve, como vcs já sabem...
Well...
Mais um fim.
E dele, um novo começo. 
Inevitável...
4a feira começo a postar uma história inédita, que comecei a rascunhar mês passado. Estão todas muito mais do que convidadas a acompanhar, prometo me esforçar para não decepcionar, ok?
Daqui a pouco vou postar a chamada (me empolguei, não reparem... kkk...), nada demais, só pra dar um gostinho... rsrs
BJ muito mais do que mega blaster hiper ultra suuuuuuuuuper imensamente gigantesco e em posse da minha alma!


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16 comentários:

  1. Mais uma história perfeita e pra mim nada mais do que real, é assim que classifico tudo que escreve! Real pq vem da alma!

    Mais uma vez parabéns Diedra!

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  2. Diedra, não tem como não se envolver, se encantar com cada história aqui postada. Claro que há uma certa expectativa para finais felizes. (risos)
    Mas claro que nem sempre isto acontece...e viveram felizes para sempre...
    Parabéns e aguardo anciosa por mais e mais histórias...
    Um grande beijo

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  3. com certesa mais uma otima estoria

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  4. Carla disse...

    Diiiiiiiiiiiii o/

    Ain, nem comentei nenhum capítulo, pero o último não ia passar, néam!

    Sua obra mais corajosa, mais suada, mais estafante (ou foi o simples?), a que mais gerou controvérsias... E a que eu vi como mais purificadora de todos os tempos. Imagino que nem a Penseira do Harry Potter teria o mesmo efeito.

    Como sempre, nada previsível (plágio! Pega!), sempre fazendo refletir, sempre rasgando a carne.

    Parabéns novamente por este filho, eu bem sei como doeu o parto.
    ◄ Responder Comentário 11 de fevereiro de 2011 17:35
    DIEDRA ROIZ disse...

    Carlinhaaaaaaaaaaaaaa
    Haja catarse!!!
    Se o Harry Potter olhasse na minha penseira ia ficar no mínimo chocado! rsrs
    Como todo parto, doeu, mas valeu o resultado! kkk
    Sem vc não seria possível, e vc sabe!
    Tava com SAUDADE!!!
    Bom ter vc de volta!
    (Já pensou em se mudar pra Blumenau?)
    BJ muito mais do que imensamente gigantesco!
    e PARABÉNS!!! FELIZ NÍVER antecipado! (é amanhã! hehehe)
    ◄ Responder Comentário 11 de fevereiro de 2011 18:01
    Lilo Oliveira disse...

    Diedra, adorei a história, parabéns, foi uma história diferente, porém envolvente do começo ao fim. No final, ficou aquele gostinho leve, sabe, de quando se voa de asa-delta, no começo é desconhecido mas interessante, curioso, após saltar criam sensações novas, se está a flutuar, é surreal e ao terminar fica aquele gosto bom, leve, de quero mais.
    Foi mais ou menos assim que senti essa história...

    Ansiosa pela próxima história.
    Parabéns, Diedra.

    Beijão
    ◄ Responder Comentário 11 de fevereiro de 2011 18:07
    Aninha aruen disse...

    amei a história,gostei muito do final quase imprevisivel e diferente!!! muito lindo....bjs enormes Di!!!
    ◄ Responder Comentário 11 de fevereiro de 2011 21:33
    veraberger disse...

    toda a história foi comtagiante genial conseguiu me prender e ficar anciosa pelas proximas postagems amei so final me decepsiono esperava algo mas.
    ◄ Responder Comentário 11 de fevereiro de 2011 23:26
    ge disse...

    gostei muito ... um final que me inspirol a buscar algo ... valeu !!!
    ansiosa estou por quarta-fera !!!
    bjus e abraços Di.
    ◄ Responder Comentário 12 de fevereiro de 2011 09:38
    Emi disse...

    Muito bom como sempre!!!
    Nunca comentei, mas sou absolutamente viciada nesse blog... Amor a qq preço já li duas vezes e iniciei a terceira junto com minha namorada, mas as partes quentes atrapalham a leitura... rs

    Obrigada pelos textos, pelo livro q comprei ano passado e li de uma só vez.

    Seus textos são encantadores, renovadores, apaixonantes... (tinha q caracterizar com três adjetivos como vc sempre faz). =P

    Bj grande e muita inspiração pq quem aproveita somos nós!!
    ◄ Responder Comentário 12 de fevereiro de 2011 13:52
    Andressa disse...

    OI! Eu não comentei antes, mas eu acompanhei o conto, achei incrível. Sou completamente apaixonada pelo teu blog hehehe. Um conto lindo, envolvente e surpreendente.
    Bjs Diedra, muita paz e inspiração!
    ◄ Responder Comentário 12 de fevereiro de 2011 18:53

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  5. Danii.! disse...

    Muito mais do que eu esperava, um final surpreendente e mais um pontinho pra eu virar (na vdd acho que já sou) sua fã fanática. Parabéns de vdd, pela polêmica lançada e pelo desfecho digno de reflexões.
    Diedra, você é fantástica!
    ◄ Responder Comentário 13 de fevereiro de 2011 00:24
    K. disse...

    Comentei muito pouco durante as postagens porque me falta o que falar as vezes. Mas acompanhei tudinho e adorei toda a história.
    Parabéns pela dedicação e com certeza vou acompanhar tudo o que vier por aqui.
    Denovo eu lhe digo que adoro tudo o que escreve.
    Bjs
    ◄ Responder Comentário 14 de fevereiro de 2011 12:29
    Sem Preconceitos disse...

    Oi!!!Estou indicando vc para responder um Meme Literario!
    Se der, da uma passadinha no meu blog e responde, ta?
    bjos...http://semnenhumpreconceito.blogspot.com/
    ◄ Responder Comentário 14 de fevereiro de 2011 12:43

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  6. Anônimo disse...

    Histórias são uma mistura daquilo que temos de mais íntimo transformado em roteiro de um terceiro né...
    Falar de sí é tão complexo, que nomear uma personagem é impossível...
    ◄ Responder Comentário 16 de fevereiro de 2011 17:03
    anaPluz disse...

    Uma historia encantadora e um final bem diferente.
    Me atrasei para a leitura do ultimo capitulo, mas foi muito bom encontrar uma novidade em andamento...
    Vc sabe q ja ganhou uma nova fã, nao é mesmo?? alem de mim, é claro, Liv esta sempre por perto.
    bjs e muito sucesso
    ana
    ◄ Responder Comentário 16 de fevereiro de 2011 23:16
    Chester Perdigão disse...

    hm...Foi fantastico o conto, do começo ao fim !
    com altos e baixos...tristezas e alegrias... foi DEMAIS!! *-*

    Realmente o final foi maravilhoso!!

    Amei o conto!! XD

    Parabens Di
    Bjs
    ◄ Responder Comentário 21 de fevereiro de 2011 00:07
    sil disse...

    Nossa...chorei aqui...sério, esse final me emocionou mto.
    Estou numa fase de acreditar que tudo que tiver que ser será, tudo no seu tempo, nem antes nem depois, tenho feito disso um mantra e muitas coisas ótimas tem acontecido na minha vida. Tudo isso pq parei de procurar fora de mim as respostas p meus questionamento e incertezas. Amei o final. Não poderia ser pior.
    Bjo.
    ◄ Responder Comentário 29 de abril de 2011 22:17
    sil disse...

    rsrsrsrsrs..

    Escrevi a última frase errada...
    o correto seria:
    Não poderia ser melhor.

    bjo
    ◄ Responder Comentário 30 de abril de 2011 18:25
    Val disse...

    Só consegui terminar de ler hoje, mas como sempre, AMEI!!! Historia linda, e com certeza nos faz refletir. Já disse que sou sua fã, né? rs Beijos
    ◄ Responder Comentário 16 de maio de 2011 10:17
    Anônimo disse...

    Muuuito boa historia!
    Como sempre a cada capitulo lido um gostinho de quero mais.
    Adorei, tanto que li tudo em dois dias e olha q pra mim é super corrido, mais era essa a ultma que faltava. Ja li o blog inteiro, agora esperando 9 capitulo do Romance em cartaz atualmente "Na distancia em que te encontrei" espero que nao demore tanto quanto o oitavo.
    ◄ Responder Comentário 26 de maio de 2011 15:27

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  7. hoooo parabenssssss diedra ... amo seus trabalhoss lindoss lindoss ..bjusss

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  8. Foi um dos textos mais poéticos que já li.

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  9. Diedra, já li várias de suas histórias, não posso deixar de comentar que amei todas, rs. Essa então mais ainda, e em todas me identifiquei.

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  10. Parabéns Diedra pelo conto maravilhoso, e não pare nunca de escrever. rs
    Adoro quando você insere o budismo em suas histórias, mostrando o quanto pode ser importante em nossas vidas.
    Beijos, sucesso!

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  11. Lindo, lindo, lindo! Como sempre! Suas histórias são incríveis e sua escrita me encanta. Beijo! Sucesso!

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  12. Meu já tem umas tres historias que leio e tem budismo... Estou quase budista já. Kkkkkkkkkkkk Muito boa a História, super conturbada, inquietante... Tão honesta e dura... Gostei de mais

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  13. mais uma linda historia! Densa e real. Ainda estou sem palavras pra descrever esse final, a depressão, o amor, o encontro da alma... mto bonito mesmo. e nem sempre tudo é só felicidades, nem todos os finais são só sorriso mas o mais importante é que os nossos erros (nossos acertos tbm) nos fizeram o que somos hoje e, apesar de querer apagar alguns, temos que encara-los e tentar entender o porque de tudo acontecer e levar a experiência para a próxima etapa. Realmente a mudança vem de dentro pra fora, não adianta a insistência externa, a gente tem que estar preparada para a mudança.
    Pra variar Adorei rs. PARABÉNS

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  14. Incrível, e muito a calhar nesse momento.

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