terça-feira, 20 de dezembro de 2011

PARTE 01

A PRIMEIRA VEZ PODE SER FATAL

Certo que eu já nasci meio retardada. Claro. Como explicar o tempo absurdo para descobrir do que eu realmente gostava?
Não poderia ter sido aos 6 anos de idade, quando me recusei a fazer a primeira comunhão única e exclusivamente porque não suportava a idéia de usar aquele vestidinho branco cheio de babados?
Aos 12, quando eu tinha uma queda – para não dizer um tombo - pela minha melhor amiga? 
Tão na cara... 
Não pra mim.
Ou aos 18, quando eu adorava a ex do meu namorado?
Não, claro que não. Teve que ser muito mais tarde.
“Não fomos educadas para pensar nessa possibilidade.” – é o que sempre me diz minha amiga Carla, querendo desculpar minha falta total de percepção, gosto, tato, olfato, qualquer tipo de sentido que todo ser humano normal parece ter de forma inata.
Bom, pra mim nada nunca foi nem nunca será fácil.
Isso me disseram os búzios num terreiro que um dos meus melhores amigos freqüentava.
Por que eu acredito?
Porque ela também disse que eu precisava entender que a vida não era só trabalho. E isso era a pura verdade...
Então, se não foi aos 6, aos 12, aos 18... Foi ser aos 24.
Antes tarde do que nunca, era isso que eu deveria pensar? Como se esse tipo de pensamento conformista pudesse ajudar?
Na verdade, a primeira mulher da minha vida apareceu... Do nada.
Cláudia. 
O nome era tão lindo, interessante e instigante quanto ela.
Óbvio que naquela altura eu já havia recebido algumas propostas de mulheres. Mas nunca tinha me interessado. Pelo menos por nenhuma das que me cantaram.
Talvez faltasse nelas aqueles olhos que pareciam esconder verdades, promessas de coisas incríveis, inimagináveis...
Ou simplesmente não tivessem aquele toque que conseguia fazer eu desejar me abrir inteira, me desnudar das roupas, barreiras, mostrar a minha alma...
Brega, não é? Um tanto quanto piegas. 
É fato.
Mas já dizia Fernando Pessoa: “todas as cartas de amor são ridículas”.
Em especial aos olhos de quem sofre por esse cárcere privado que as pessoas também costumam chamar de casamento ou namoro.
Tudo bem, confesso que não agüento essa mania que alguns casais têm de esfregar a felicidade nojenta deles em nossas caras.
Ah, que pensamento tão Iago!
Mas voltando à Cláudia.
Engraçado... Eu lembrava de ter visto Cláudia no primeiro período da faculdade. No trote, para ser mais exata. Ela não era da minha turma. Nada que me chamasse a atenção. Tanto que não era uma memória daquelas que se guarda. E sim daquelas que buscamos e recuperamos mais tarde. Quando a pessoa passa a ter significado.
Então, no terceiro período... 
Mudei para a turma dela. Mas Cláudia estava fora do Brasil. Na Inglaterra, eu soube mais tarde.
Estava eu sentada na cantina. Concentrada num livro de Stanislavski. A movimentação e barulho excessivos – até mesmo para uma faculdade de teatro – chamou minha atenção. Levantei os olhos do livro e a vi.
Apesar de rodeada de pessoas, a presença dela foi a única que consegui captar.
E ainda assim, apesar de todos os meus sentidos se aguçarem, não foi nesse momento que percebi de que forma a figura de Cláudia me interessava.
Para que isso acontecesse muitos dias se passaram. Foi preciso uma centena de pequenos detalhes que me deixaram cismada. E mesmo depois do dia em que comecei a me questionar de verdade, a resposta demorou a ser dada.
Veio em forma da mão dela pousada íntima e casualmente na minha coxa, enquanto falava coisas que eu não conseguia escutar. Toda a minha atenção concentrada no ardor que aquele toque me causava.
Da mão pousava em minha perna para os beijos no meu quarto foi apenas um passo. Um convite que fiz sem saber de onde tirei coragem. E que ela não entendeu de imediato. Olhou-me absolutamente surpresa, antes de dizer:
- Mas você... Você é hetero.
A forma como ela disse a palavra...
Me fez pensar pela primeira vez que o preconceito é uma via de mão dupla. Mas naquele momento, foi como se minha lentidão se tornasse passado.
Eu tinha pressa.
E não hesitei em falar:
- Isso é só um detalhe.
Ah, ela me olhou de cima a baixo. De um jeito que me fez... Muito mais do que arrepiar. A mulher era algo. Tão irresistível quanto a minha vontade.
Incrivelmente, ela ainda não parecia convencida. Ou talvez... Bom, nessa hora minha insegurança começou a gritar: “Ela não tá interessada!”
Como se lesse pensamentos, ela deixou escapar:
- Não é isso.
Antes de completar:
- Não sei se eu devo fazer você.
Só um minutinho. Pequena pausa para o comentário inevitável: "Me fazer? O que era aquilo? Crônicas vampirescas? Afe!"
Diante da minha cara evidente de quem não estava entendendo nada, ela tentou explicar:
- Ser sua primeira mulher... Não sei se quero essa responsabilidade.
Responsabilidade? Era só sexo, ora!
Ok. Uma lésbica politicamente correta.
Ou ela estava sugerindo que... Poderia se tornar... Algo mais?
A possibilidade não me assustou. Na verdade nem parei pra pensar. Simplesmente porque até aquele momento não fazia a menor idéia de que algum dia alguém poderia me tirar dos meus limites tão confortáveis.
Talvez tenha conseguido começar a vislumbrar isso quando dos beijos passamos às vias de fato. Tudo muito mais rápido do que eu estava acostumada, mas... Assustadoramente lento perto do ritmo em que o meu interior pulsava.
Ela foi surpreendentemente carinhosa e delicada. Completamente diferente do que eu esperava. Conseguiu me virar pelo avesso enquanto eu apenas tateava.
Na escuridão das cortinas fechadas e das luzes que ela insistiu em deixar totalmente apagadas. 
O que na verdade era o que menos importava, porque... Ainda que houvesse luz e com uma enorme força de vontade eu conseguisse abrir os olhos... Improvável que pudesse enxergar algo.
Já estava perdida. Imersa na percepção de que até então eu tinha vivido à margem. Pensando que migalhas eram incríveis porque nunca tinha provado algo melhor.
Ainda hoje, quando penso naquele momento - apesar de diversas experiências tão boas quanto, melhores ou mais especiais em diferentes formatos, lugares e linguagens... – ele continua sendo... Absolutamente mágico.
Apesar da manhã seguinte quase sem palavras. 
Acho que não dormimos.
Me lembro de amanhecer abraçada com ela, acariciando o braço ao redor de mim com um sentimento estranho, meio abobalhada.
O que quer que fosse, foi imediatamente quebrado pela luminosidade. Ela levantou, dizendo:
- Preciso ir.
E começou a se vestir rápido. Sem me olhar.
Insisti, ou melhor, pedi pra que ela ficasse. Mas a resposta foi quase agressiva:
- Vamos esquecer o que aconteceu. Foi um erro e não vai se repetir, tá?
Péra... Calma lá... 
Não era eu quem deveria dizer isso? Minha lentidão sempre me atrapalhando... A ponto de deixar que ela roubasse a minha fala.
Depois disso, o que mais eu poderia dizer ou fazer? Nada.
Só acompanhá-la até a porta e voltar pro quarto tentando colocar a cabeça no lugar. Em vão, diga-se de passagem.
Com o passar dos dias ficou fácil entender, apesar de ser dolorosamente difícil aceitar a verdade: pela primeira vez na minha vida eu estava apaixonada.
E a partir daquele momento, só queria, só pensava, só desejava... Cláudia.
O que eu fiz? A coisa mais idiota, claro. 
Escrevi uma carta. Um poema, pra ser mais exata. Que pedi pra um amigo gay que tínhamos em comum – entregar pra ela numa festa da faculdade.
Ele voltou com uma cara muito sem graça. Perguntei:
- E aí?
E ele:
- Ela rasgou sem ler. E mandou eu te falar que não quer nada com você. Que é melhor você ficar com um cara.
Nem eu sei medir o tamanho da minha raiva. Grande o bastante pra fazer bobagem.
Em questão de minutos estava fazendo exatamente como ela havia mandado. Agarrada, aos beijos, com um cara da faculdade de música. Baterista, eu acho.
Vi quando ela passou por nós pela primeira vez. Parou para olhar. Depois se afastou rápido. Repetiu umas três vezes. Passava, parava, olhava, depois se afastava.
As mãos do carinha aos poucos se tornaram mais ousadas. E ele acabou sussurrando no meu ouvido:
- Vamos pra minha casa?
Ainda estava totalmente possuída pela raiva. Só podia, porque... Concordei de imediato. Caminhei com o tal cara de mãos dadas. Mas antes de chegar no portão senti meu braço ser puxado. Um toque inconfundível, que me fez arrepiar. Olhei pra ela, que apenas disse:
- Precisamos conversar.
Eu não sabia se aceitava ou recusava. Puta com ela, mas aliviada. Apesar de não saber muito bem o que diabos ela poderia querer conversar.
Absolutamente imprevisível. Pra saber, seria preciso deixar ela falar.
Na verdade, a decisão acabou não sendo minha. Cláudia me arrastou para um canto, sem que eu tivesse tempo de concordar. Com um olhar furioso soltou a frase quase gritada:
- O que você tá fazendo?
Ela estava... Enciumada? Bom, no mínimo alterada.
Eu adorei, claro. Senti um prazer quase sádico ao falar:
- O que você me mandou fazer: estou ficando com um cara.
Ela me segurou pelos braços. O simples contato fez com que tudo se tornasse... Chamas, lava, brasas... Tão difícil mensurar... Ela chegou a gaguejar:
- Eu... Você... Você tá querendo me sacanear!
Ela ali desarmada, quase frágil. A única coisa que eu conseguia pensar era em como queria que ela me beijasse.
Provoquei abertamente ao responder:
- Sacanear? Por que? Você não disse que não queria nada?
Quanto mais os lábios dela se aproximavam, mais o ar parecia faltar. Meus olhos acompanharam o movimento que eles fizeram ao falar:
- Você sabe que não é verdade.
Antes de se colarem nos meus de uma forma absolutamente fantástica.

7 comentários:

  1. Val disse...

    Esse conto já foi postado em algum lugar? Não é esse que tem um final triste é? Espero que não, amei o começo;)
    ◄ Responder Comentário 8 de novembro de 2010 15:52
    DIEDRA ROIZ disse...

    @Val
    Oi Amiga!
    Td bem?
    Este conto foi postado no abc, na época que era pago, mas atualmente não tem em nenhum lugar. É praticamente inédito, e obviamente, vou mudar e acrescentar algumas coisinhas (eu não aguento! kkk), principalmente no fim.
    Mas te garanto q o final não era triste não, pq eu não acredito em finais infelizes, viu? rsrs
    Pra mim, se não é feliz, então é pq não é o fim!
    Espero que goste dele inteiro!
    BJ muito mais do que imenso!
    ◄ Responder Comentário 8 de novembro de 2010 16:13
    Val disse...

    Que bom que ainda não li rsrs Vou acompanhar;)
    ◄ Responder Comentário 8 de novembro de 2010 18:02
    Aninha aruen disse...

    oii eu tbm já li esse conto em algum lugar...pelo menos o começo...esse conto é um pouco baseado na sua história pessoal?? desculpa a curiosidade...bjss enormes!! tava com saudades já... :)
    ◄ Responder Comentário 8 de novembro de 2010 18:17
    Rê disse...

    Então tu viraste cigana??? (pó para... a Cigana é minha... nem vem q não tem)

    Lembro vagamente desse, vai ser bom acompanhar novamente e ver todas as mudanças q farás... pq a vida segue né e com isso os demônios são exorcizados.

    Começou com nota 10... ADOREI o cap. inicial.


    ◄ Responder Comentário 8 de novembro de 2010 18:50
    suelen disse...

    Adorei o primeiro capítulo. Sensitivo, tatel. Adoro seus contos, já estava sentindo falta.
    Parabéns.
    ◄ Responder Comentário 8 de novembro de 2010 19:38
    DIEDRA ROIZ disse...

    @Val
    Espero que goste!
    BJIN!
    ◄ Responder Comentário 8 de novembro de 2010 19:40
    DIEDRA ROIZ disse...

    @Aninha aruen
    Amigaaaaaaaa
    Pergunta mais perigosa, hein?
    (Vc vai saber pq qdo a história avançar mais... kkk)
    Na verdade tudo que a gente escreve acaba tendo um pouco da gente, né?
    Eu diria que:
    Esta é uma história de ficção, mas qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência...
    rsrs
    BJ super gigante!
    ◄ Responder Comentário 8 de novembro de 2010 19:43
    DIEDRA ROIZ disse...

    @Rê
    Bah, tchê!
    Que guria ciumenta!
    Ok, a cigana é tua, fico com a Ravely! kkk
    Mas eu não falei que estava com a cigana, viu? Só me senti do povo dela, e vi q realmente, não tenho espírito nômade, afe!
    Ou será um problema de DNA (data de nascimento avançada?) rsrs
    Só sei q senti uma falta da minha casa... Ou melhor... De quem estava me esperando nela... Ai, ai...
    Enfim. Sabe q tenho novos dados pra acrescentar, então o MANUAL PRÁTICO será e não será o mesmo, né?
    A pergunta que não quer calar é: onde está Carlinha?
    Se encontrar, diz que to com saudadeeeeeee!!!
    BJ ultra gigante, cabritinha!
    ◄ Responder Comentário 8 de novembro de 2010 19:48

    ResponderExcluir
  2. DIEDRA ROIZ disse...

    @suelen
    Oi Linda!
    Td bem?
    Brigadíssimo!
    Espero que goste desse também.
    Continua me dizendo o q tá achando, please!
    BJ mega gigante!
    ◄ Responder Comentário 8 de novembro de 2010 19:49
    ge disse...

    Di vc simplismente ñ existe... entrei sem a menor esperança de vc ter postado algo, resultado queimei a janta... ( rsrsrs minha mãe vai fica puta rsrs) mas A-DO-RE-I simplismente perfeito como td que vc escreve. Agardando anciosa a cont. da regra de 3 viu!? bjs
    ◄ Responder Comentário 8 de novembro de 2010 21:04
    Aninha aruen disse...

    oii desculpa o perigo da pergunta...rsrsrs mas é q eu vi no pl uma vez um comentário seu relacionando essa história c vc...e eu sou curiosa sabe,ae perguntei rsrsrs mas to adorando o conto,e concordo c vc que tudo q escrevemos (ou quase tudo) tem um pouco da nossa história!! bjão!!! :)
    ◄ Responder Comentário 8 de novembro de 2010 23:26
    Chester Perdigão disse...

    MAIS UM ROMANCE! *-*
    adooooooro!
    só com esse cap eu já percebi que vou amar!^^
    alias...que cap hein! MARVILHOSO!!
    e...porfavor não faça eu morrer de curiosidade viu!!

    Beijinhos ^^
    ◄ Responder Comentário 9 de novembro de 2010 00:08
    DIEDRA ROIZ disse...

    @ge
    Oi Linda!
    Td bem?
    Espero que não tenha passado fome ontem, viu? kkk
    Que bom que gostou da nova história, Parte 02 na 6a feira, e REGRA DE TRÊS na 4a, ok?
    BJ suuuuuuper imenso!
    ◄ Responder Comentário 9 de novembro de 2010 09:59
    DIEDRA ROIZ disse...

    @Aninha aruen
    Amiga,
    Que curiosa vc, hein? rsrs
    Ok, ok...
    Confesso que era pra ser autobiográfico, mas não resisti ao poder da ficção...
    Então realmente, tem fatos verídicos e fictícios, tudo temperado com MUITA liberdade poética (é, vcs vão ter que adivinhar o que é verdade e o que não é... kkk)
    Mas repito: tudo que escrevi até hj tem um pouco (enorme) de mim. É muito difícil escrever sobre o que desconhecemos emocionalmente, né?
    BJ ultra imenso!
    ◄ Responder Comentário 9 de novembro de 2010 10:02
    DIEDRA ROIZ disse...

    @Chester Perdigão
    Chakumigo, esse não tem erro, já está todo escrito. 6a tem o segundo capítulo, espero que continue gostando!
    BJ mega imenso!
    ◄ Responder Comentário 9 de novembro de 2010 10:03
    Rebeka disse...

    Diedra,

    Acho que é a primeira vez que posto um comentário aqui, pois tenho q te falar tu é foda rs.

    Meu adoro seus contos, todos, já li todos os publicados aqui e nos blogs que você abriu para eles.

    Acho fantástica a forma como escreve, os detalhes, os sentimentos, nossa você consegue fazer a gnt se sentir como um personagem ou um voyer, fantástico.

    Ahhh espero q não se importe da minha forma de se expressar, eu até sei escrever bunitinho qnd qro, mas as vezes prefiro escrever assim que passa mais entusiasmo que é como me sinto agora.

    Beijos e continue sempre nos alegrando escrevendo assim ^^
    ◄ Responder Comentário 9 de novembro de 2010 12:53

    ResponderExcluir
  3. Duda L. disse...

    ebaa...
    minhas semanas serão melhores...
    rsrsrrs
    nossa Di...adorei saber que não acredita em finais infelizes...
    tbm adorei o conto...
    bjss
    ◄ Responder Comentário 9 de novembro de 2010 17:11
    Aninha aruen disse...

    oiii Diii!! eu sou curiosa hein,em vez de adivinhar o q é vdd ou ñ posso perguntar qd eu ler?? rsrsrs brincadeira!! bjss enormes e q bom q tá de volta ,tava com saudades...
    ◄ Responder Comentário 9 de novembro de 2010 17:58
    heloisa disse...

    Boa noite!li o primeiro capitulo do seu novo romance e adorei,já estou anciosa pelas próximas postagens.bjão
    ◄ Responder Comentário 9 de novembro de 2010 19:49
    Mery disse...

    Grata surpresa abrir o blog e encontrar o "Manual". Será um prazer reler. E o jogo de adivinhações sobre o que é realidade e ficção é delicioso ! kkk

    Beijo.
    ◄ Responder Comentário 10 de novembro de 2010 11:36
    Anna disse...

    Nossa..
    Menina vc faz falta!
    Gostei desse tb! Está começando mto bem.
    Narrativa solta...Interessante
    Vem com tudo, que estamos a postos"
    bj
    ◄ Responder Comentário 10 de novembro de 2010 15:53
    Tibet disse...

    Passei pra dizer um Oi! li o Manual Prático... parte 01, agora vou voltar pra ler a continuação! mais uma estória ótima, instigante!fui ler na sua coluna " existem pessoas verdadeiras..." e fiquei bastante mexida com seu texto e os comentários!ainda tem alguma dúvida? postei lá pra voce,uma reflexão q me ocorreu na hora, se tiver tudo bem, ignore!Sempre bom ler seus textos!
    ◄ Responder Comentário 12 de novembro de 2010 04:50
    Bruna Santos disse...

    Olá Diedra tudo bem? Estou mega confusa pq, li a primeira parte de manual prático de como se perder a alma no domingo dia 11/12 mais esses dias vasculhando o seu blog e reparei que tem outras partes tipo parte 26 do manual prático de como perder a alma...não acho a segunda parte de jeito algum! Se vc ja tiver postado esses outros capitulos, tem como colocar o link ou sei la...kkkk preciso mto ler pq li essa penultima parte e agora estou me roende de curiosidade!

    Desde já lhe agradeço, Bjos.

    Bruna.
    ◄ Responder Comentário 18 de dezembro de 2011 00:36
    Izabelly Baunegarten disse...

    Oi, Diedra. Tudo bem?
    Seu blog é recém descoberto para mim, e gostei bastante das histórias e estórias. Li os demais postados. E esse não está postado todo, link para segundo capitulo não aparece nada.
    Abraço
    ◄ Responder Comentário 20 de dezembro de 2011 13:09
    DIEDRA ROIZ disse...

    @Bruna Santos
    Oi linda!
    td bem?
    Não sei o que houve, mas fiz um blog só pro MANUAL, vc pode ler todo em:
    http://manualpraticodecomoseperderaalma.blogspot.com/
    Espero que goste!
    Bj suuuuuuper mega giga!
    ◄ Responder Comentário 20 de dezembro de 2011 14:39
    DIEDRA ROIZ disse...

    @Izabelly Baunegarten
    Oie!
    Td bem sim, e com vc?
    Pois é, não sei o que houve, mas pra não ter erro, fiz um blog com a história completa:
    http://manualpraticodecomoseperderaalma.blogspot.com/
    Espero que goste!
    BJ ultra mega super!
    ◄ Responder Comentário 20 de dezembro de 2011 14:40

    ResponderExcluir
  4. Oi Diedra! O conto está magnífico, gostei que tivesse colocado uma das frases do grande poeta português Fernando Pessoa. Continue colocando.. beijos de Portugal

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigadissima!!!
      bjo suuuuper gigantesco no coração!

      Excluir
  5. Qual o nome da personagem principal??

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ela não tem nome. Ela é o "eu" confidente que pode ser qualquer pessoa.

      Excluir